segunda-feira, 22 de setembro de 2014





Os IncomPTntes
O Brasil foi tomado de assalto pelos companheiros usurpadores da ideologia, da intenção de transformar esse país em uma gloriosa nação de igualdades e oportunidades, da lisura no trato da coisa pública, da honra de servir, do amor ao próximo, do desejo de aprimorar o conhecimento, da vontade do saber e do sonho de um Brasil grande, com ordem e progresso para todos. Sonhos e anseios de uma nação jogados ao léu pelos ambiciosos e gananciosos da riqueza imediata, do bem estar pessoal e do enriquecimento rápido sem esforços e merecimentos.
Triste fim de um sonho chamado PT, sonho de melhorias de vida para todas as pessoas, da distribuição do conhecimento, das oportunidades do crescimento para todos, do fim dos conchavos e acordos com o dinheiro público. Uma luta conseguida as duras penas contra os usurpadores do erário, tipo, Sarney, Renan, Collor, Maluf, hoje os grandes vencedores da causa PT, pois continuam com o mando e desmando que o antigo PT tanto combatia, mas nossos companheiros do saudoso e velho PT de tantas lutas, na ânsia do enriquecimento imediato ou do poder fácil se deixaram seduzir pelas velhas raposas da política ou da politicalha que sempre praticaram.
Nossos companheiros seduzidos pela pecúnia ou poder, se venderam as velhas práticas do assalto aos cofres públicos e ao assumirem a situação de lacaios das oligarquias mandantes no Brasil, tomaram de assalto posições estratégicas de mando, sem o devido preparo para tal, logo, se tornaram incompetentes nas suas lides e deixaram o nosso PT ser reduzido ao termo de incomPTntes.
Em todas as situações de gestão da coisa pública, nossos companheiros atrás das suas vantagens imediatas de crescimento econômico foram infelizes em suas atitudes, pois, graças ao seu não conhecimento da questão ao tomarem qualquer decisão se basearam em premissas de que se os outros usaram seus poderes para se apropriar da coisa pública, nós também temos esse direito, logo, vamos todos nos locupletar, pois sempre foi assim e sempre o será. Esqueceram a luta por todos pelos desejos pessoais.
O PT dos que estão no poder conseguiu transformar uma sigla de lutas e ideais em uma triste sina, qualquer coisa que vier dessa troupe pode ter a certeza que não vai funcionar, i.e., são todos sem a menor dúvida IncomPTntes, aonde estão envolvidos, as trapalhadas, os desacertos, os desmandos e principalmente as falcatruas ou o eufemismo, mal feitos, como dizem nossos companheiros que usurparam o poder, essa é a triste realidade de um grande projeto roubado literalmente pelos bandidos de plantão da política.
E assim vamos vivendo nosso sonho de um Brasil melhor só que agora castrados de nossos ideais, longe de nossa utopia, distantes de uma igualdade e o que é pior, sem coragem de mudar, pois quando aparece outra opção ficamos com receio de trairmos o nosso passado e a rechaçamos de imediato e com veemência, realmente não sei ainda quem são os incomPTntes, se os que estão no poder ou nós que temos receio de mudar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Marina Silva, a opção dos sem opções.



              Marina a opção dos sem opções.
A candidata Marina Silva, elevada a tal grau por uma fatalidade, está contribuindo para acabar com a polarização na decisão de votos para a Presidência do Brasil, polarização que é do interesse tanto de partidários de Dilma como de Aécio, pois ambos primam pela máxima romana, “dividir para conquistar”, afinal não estão muito longe um do outro na questão de seus interesses pessoais e de seus grupos. Essa assertiva é de fácil verificação bastando procurar em ambos os grupos se alguém realmente se opõe veementemente contra os desmandos e malfeitos de seus oponentes.
Marina muito sabiamente usou o nome Rede para seu grupo, pois vejamos, uma rede é constituída de diversas ligações que tem por objetivo a sustentação do todo que à contém, a rede é na realidade a representação do pensamento complexo da causa, efeito e solução, pois se agirmos nas as causas prevendo e administrando seus efeitos chegaremos a real solução dos problemas, o que se chama comumente de vontade política. E vontade política é o que nenhum político gosta de realizar, pois, uma vez realizada perde-se o manancial de votos dos esperançosos em que seus problemas sejam resolvidos.

Todo ato de votar inclui a necessidade de escolher entre várias consequências possíveis. Essa escolha deve basear-se, por sua vez, numa preferência. Escolhemos Marina porque a preferimos pelas suas consequências a Dilma ou Aécio. Marina é preferível porque nos apresenta com um comportamento mais digno, mais elevado moralmente ou, em poucas palavras, mais valioso. E, por conseguinte, deixamos de lado Dilma e Aécio, porque se nos apresentam como propostas menos valiosas ou com valor moral negativo. (Conforme nos ensina Adolfo Sánchez Vázquez, Ética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2003, p.135).
Mariana é a opção dos que estavam sem opção, ou não votariam ou como diz o nosso Policarpo Quaresma(Lula) da atualidade, “Mesmo que não goste vote na Dilma”, ou como diz a turma do Aécio, “Mude por mudar”, mas propostas e soluções inovadoras nenhum apresentam e nem querem, pois são produtos da mesma máquina, continuidade do poder é a tônica de ambos, companheiros unidos nos interesses mútuos serão eternos e os que pagam impostos também o serão e viva as elites que dominaram a máquina(de gastar dinheiro do contribuinte) pública. Prometer é obrigação, cumprir é opção, isso define as políticas propostas de Dilma e Aécio.

Marina representa os anseios daqueles que já acreditaram em PT e PSDB e sentiram na carne, no bolso, na indignação, o que representam essas duas correntes da vida pública brasileira. Marina é a esperança dos que estão sem opção, logo, é a solução para os sem candidatos. Riscos existem, mas entre as propostas e soluções do PT e PSDB e seus agregados que em nome da governabilidade (uma forma de agradar aos apoiadores), sem oposição real, ficamos com o risco de mudanças, afinal, pior do que está não vai ficar.
Marina não é a salvação do Brasil mas pode aliviar e muito nossas angustias de um país sério, com dignidade e principalmente com crescimento sustentável, sem bolivarianos ou neoliberais. Com Marina o Brasil pode recuperar internamente sua autoestima, hoje em baixa, Marina não vai num passe de mágica resolver todas nossas mazelas, mas podem ter a certeza que vai encara-las e com sabedoria tentar ameniza-las e principalmente vai recuperar a oposição da sua letargia e submissão (passiva ou ativa) a que vem se submetendo nos últimos anos. Teremos verdadeiros opositores e não os fantoches atuais, com raras exceções.

Marina representa todos os eleitores brasileiros que ficaram sem opções entre a polarização, os discípulos da velha política esqueceram da terceira via, que no real pode e será a via de fato pelo bem do Brasil, da democracia, da liberdade de expressão, da vergonha na cara, da pluralidade de ideias, do bem estar comum, da confiança no ser humano, na intercomunicação entre os diferentes, enfim, que viva a rede e que ela teça seus fios com todos os brasileiros.

sábado, 22 de março de 2014

Distribuir riqueza ou pobreza na visão do comunismo

Distribuir riqueza ou pobreza na visão do comunismo.

Existem duas maneiras de igualdade social e as duas passam necessariamente pela ordem econômica de mercado, distribui-se riqueza através da eficiência e mérito de cada qual ou distribui-se pobreza nivelando todos à uma penúria única, logo, punindo a competência.


Para quem realmente é rico mesmo, i.e., aquele que tem dinheiro de gerações e mantém sua fortuna para próximas gerações, dinheiro que não acaba em uma vida nada muda qualquer das duas opções é viável, pois continuará auferindo cada vez mais lucro independente do sistema.


O Foro de São Paulo que ilumina e orienta os bolivarianos da América do Sul propõe a distribuição da pobreza, da ineficiência, do tumulto, do medo, do crime organizado, enfim, na real são pessoas frustradas que não conseguiram progredir em nada na vida que fosse originário de suas competências, então, só progridem usurpando, se beneficiando de bens comuns, assaltando os cofres públicos.


A igualdade social pregada por esses é de nivelar por baixo, “ninguém por não ser deixará de ter” é o lema principal, logo, não se premia a competência, mas sim os ineptos e desfavorecidos de inteligência, sabedoria e vontade de prosperar.


A distribuição de riquezas orientada pelo comunismo da China premia a eficiência, o trabalho, o conhecimento e pune severamente aqueles que querem pegar carona nos esforços dos outros, segue o lema “ninguém por não ter deixará de ser”, uma diferença de princípios e qualidade de ser humana brutal comparada com nossos bolivarianos e seu modelo de progresso que é Cuba.


Infelizmente estamos do lado ocidental do mundo e não temos o privilégio de ter pensadores e executores da distribuição de renda com a sabedoria e conhecimento dos orientais.
Vamos reagir antes que nada mais sobre em nome de uma igualdade social que beneficia os incompetentes e premia os que se locupletam dos bens públicos ou particulares.

domingo, 20 de março de 2011

Declaración conjunta del presidente Obama y la presidenta de Brasil



La Casa Blanca
Oficina del Secretario de Prensa
Para publicación inmediata
19 de marzo de 2011

Declaración conjunta de la Presidenta Rousseff y el Presidente Obama

A invitación de la Presidenta Dilma Rousseff, el Presidente de Estados Unidos, Barack Obama, está realizando una Visita de Estado a Brasil el 19, 20 y 21 de marzo, 2011.

BRASIL Y ESTADOS UNIDOS COMO SOCIOS INTERNACIONALES

Señalando la interdependencia entre la paz, seguridad y desarrollo, la Presidenta Rousseff y el Presidente Obama reiteraron su deseo de forjar un orden mundial justo que incluya a todas las personas y que promueva la democracia, los derechos humanos y la justicia social.

Reconociendo la necesidad de reformar las instituciones internacionales para que reflejen la actual realidad política y económica, los dos líderes recibieron con beneplácito la designación del G20 como el principal foro para coordinar la política económica, y esfuerzos por reformar la dirección de instituciones financieras internacionales. Los presidentes acordaron que así como las demás organizaciones internacionales han tenido que cambiar para responder mejor a los desafíos del siglo XXI, el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas también debe reformarse y expresaron su respaldo a la modesta expansión del Consejo de Seguridad, lo que mejora su eficacia y eficiencia, como también su representación. El Presidente Obama expresó que aprecia la aspiración de Brasil de convertirse en miembro permanente del Consejo de Seguridad y reconoció que ha asumido responsabilidades internacionales. Los dos líderes acordaron continuar las consultas y cooperación entre los dos países a fin de lograr la visión descrita en la Carta de las Naciones Unidas de un mundo más pacífico y seguro.

Destacaron la madurez y profundidad de la relación entre Brasil y Estados Unidos, que se basa en valores y principios comunes, y se caracteriza por los lazos de amistad que han acercado a estas naciones de diversidad multicultural durante su historia como estados independientes.

Decidieron elevar a nivel presidencial los principales diálogos entre los dos países, incluido el Diálogo sobre la Sociedad Mundial (Global Partnership Dialogue), Diálogo Económico y Financiero (Economic and Finance Dialogue) y Diálogo Estratégico sobre Energía (Strategic Energy Dialogue). Los líderes dieron instrucciones a los ministros participantes para que se reúnan y les presenten informes periódicos.

Economía, comercio, inversión, G20 y la Ronda de Doha

Los presidentes destacaron los beneficios mutuos que son producto de mayor cooperación económica, financiera y comercial. A la vez que reconocieron la alta calidad y diversificación del comercio entre Brasil y Estados Unidos, destacaron la importancia de desarrollar, profundizar y ampliar dicha relación. Reconocieron el enorme potencial de inversiones recíprocas, particularmente en los sectores de infraestructura, energía y alta tecnología.

Destacaron la importante labor del Diálogo sobre la Sociedad Económica (Economic Partnership Dialogue), el Mecanismo Consultivo Bilateral (Bilateral Consultative Mechanism) para la política comercial y el Diálogo Comercial (Commercial Dialogue). También destacaron la importancia de mayor interacción en el sector privado tanto por medio de la reunión del VI CEO Forum como el inicio de la Cumbre Comercial (Business Summit), que se realizaron en el contexto de esta visita presidencial, y recibieron con interés sus aportes y recomendaciones.

Los líderes recibieron con beneplácito una serie de acuerdos importantes a los que se llegó hoy, incluido un Acuerdo sobre Cooperación Comercial y Económica (Agreement on Trade and Economic Cooperation) y un Acuerdo sobre Transporte Aéreo (Agreement on Air Transportation), como también un Memorando de Consultas sobre Transporte Aéreo. También expresaron sus expectativas sobre la entrada en vigor del Acuerdo de Transporte Marítimo (Agreement on Maritime Transport) y el Acuerdo sobre Intercambio de Información Tributaria (Tax Information Exchange Agreement) en el futuro cercano.

Los presidentes señalaron que las buenas prácticas normativas y mayor cooperación en reglamentación pueden contribuir a la competitividad y el bienestar económico de tanto Brasil como Estados Unidos, al igual que los programas que están bajo la consideración de la Comisión de Seguridad de Productos al Consumidor (Consumer Product Safety Commission o CPSC) y el Instituto Nacional de Estándares y Tecnología (National Institute of Standards and Technology o NIST) junto con el Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO).

Teniendo en cuenta que Brasil será la sede de la Copa Mundial de la FIFA del 2014 y las Olimpiadas y Paraolimpiadas del 2016, y reconociendo la experiencia de Estados Unidos en la organización de eventos de esta magnitud y el interés del gobierno de Estados Unidos en compartir esta experiencia con Brasil, los líderes recibieron con gusto la firma de un Memorando de Entendimiento sobre Importantes Eventos Deportivos Mundiales (Understanding on Major Global Sporting Events), con el propósito de intensificar la cooperación bilateral, particularmente en materia de infraestructura y seguridad.

Los presidentes reiteraron la importancia de consolidar el G20 y su papel en las medidas de coordinación para la cooperación económica internacional, lo que incluye fomentar que se adopten las medidas necesarias para evitar grandes desequilibrios económicos y financieros.

Continuando la firme cooperación lograda en la coordinación de la respuesta mundial a la crisis económica internacional con el G20, los presidentes decidieron formalizar el Diálogo Económico y Financiero entre Estados Unidos y Brasil (Brazil-US Economic and Financial Dialogue). El diálogo procurará coordinar posiciones sobre política económica mundial y encontrar oportunidades para mayor cooperación económica bilateral. También recomendaron que los altos funcionarios a cargo del G20 en ambos países, entre ellos ministros de finanzas y edecanes presidenciales (sherpas), continúen realizando consultas frecuentes sobre asuntos de interés para el grupo, como una manera de mejorar la coordinación bilateral.

Reiteraron la urgente necesidad de modernizar las instituciones financieras internacionales de manera que reflejen los cambios en la economía mundial y promuevan la estabilidad financiera internacional, el desarrollo sostenible y la reducción de la pobreza.

Con relación a las discusiones del G20 sobre la volatilidad de los precios de productos agrícolas, reconocieron la necesidad de mayor transparencia en el mercado de materias primas y una mejor reglamentación de los mecanismos financieros que influyen en los precios. Recomendaron que se consideren con cautela las medidas que podrían distorsionar la operación del mercado de materias primas.

Los presidentes reiteraron su firme compromiso de llevar la Ronda de Doha de la Organización Mundial del Comercio a una conclusión exitosa, ambiciosa, integral y equilibrada. Tras la conclusión de la Cumbre del G20 en Seúl, dieron instrucciones a sus negociadores para que intensifiquen y expandan su interacción directa a fin de concluir las negociaciones, en base al progreso alcanzado hasta la fecha. Acordaron que una conclusión exitosa de las negociaciones del Plan de Desarrollo de Doha (Doha Development Agenda) aumentaría la credibilidad y legitimidad del sistema comercial multilateral y desempeñaría una función útil en propiciar el crecimiento económico, particularmente en la generación de empleo.

Energía, medio ambiente, cambio climático y desarrollo sostenible

Los jefes de Estado acordaron que los dos países tienen intereses convergentes en asuntos relacionados con la energía, lo que incluye el petróleo, gas natural, biocombustibles y otras fuentes de energía renovable. El Presidente Obama declaró que Estados Unidos desea ser un Socio Estratégico en Materia de Energía (Strategic Energy Partner) de Brasil. Elogiaron al Grupo de Trabajo sobre Energía (Working Group on Energy) y el Memorando de Entendimiento para Promover la Cooperación en Biocombustibles (Memorandum of Understanding to Advance the Cooperation on Biofuels), y decidieron que su labor se desempeñará bajo el marco del Diálogo Estratégico sobre Energía (Strategic Energy Dialogue.)

Apoyaron los logros alcanzados con el Memorando de Entendimiento para Promover la Cooperación en Biocombustibles (Memorandum of Understanding to Advance the Cooperation on Biofuels), particularmente con relación a la cooperación en terceros países. Recibieron con beneplácito la participación de la Organización de Estados Americanos (OEA) y el Banco Interamericano de Desarrollo (Inter-American Development Bank) en dicha cooperación trilateral. Destacaron la importancia de movilizar a las instituciones públicas y privadas de investigación en los dos países a fin de intensificar la cooperación en el desarrollo de tecnología innovadora para producir biocombustibles avanzados, y se comprometieron a intensificar el diálogo bilateral y multilateral sobre la producción sostenible y el consumo de bioenergía.

Los presidentes expresaron su satisfacción de que el Memorando de Entendimiento para Promover la Cooperación en Biocombustibles (Memorandum of Understanding to Advance the Cooperation on Biofuels), incluyó el lanzamiento de la Alianza para el Desarrollo de Biocombustibles para la Aviación (Partnership for the Development of Biofuels for Aviation), que dispone la coordinación en el establecimiento de estándares y especificaciones comunes, y se esfuerza por facilitar la cooperación bilateral al convocar a expertos de universidades, instituciones de investigación y el sector privado.

Recibieron con beneplácito una mayor colaboración en materia del medio ambiente y cambio climático, lo que incluye un Plan Común para el Medio Ambiente (Common Agenda on Environment) y el Memorando de Entendimiento para la Cooperación con Respecto al Cambio Climático (Memorandum of Understanding on Cooperation Regarding Climate Change), y acordaron incluir en el Orden del Día Común (Common Agenda) una conversación sobre el concepto de la economía verde.

Concordaron sobre la importancia de una economía verde en el contexto del desarrollo sostenible como manera de generar crecimiento económico, crear buenos empleos, erradicar la pobreza y proteger el medio ambiente. En este sentido, acordaron iniciar un diálogo sobre un programa conjunto para la cooperación en sostenibilidad urbana que sirva de plataforma para medidas que aborden los desafíos y oportunidades de desarrollar una infraestructura urbana que promueva el desarrollo sostenible con beneficios económicos, sociales y ambientales concretos.

Expresaron su satisfacción con la conclusión, en septiembre del 2010, de la Ley de Conservación de Bosques Tropicales (Tropical Forest Conservation Act), que permite la conversión de deuda extranjera en créditos para la conservación de bosques tropicales.

Destacaron la importancia de la Alianza de las Américas para la Energía y el Clima (Energy and Climate Partnership of the Americas) y una Alianza de las Américas para el Clima (Partnership of the Americas o ECPA), y reconocieron la relevancia del proyecto "Planificación urbana sostenible y edificios de consumo eficiente de energía para zonas de bajos ingresos del continente americano" ( "Sustainable Urban Planning and Energy Efficient Construction for Low-Income Areas of the Americas"). Brasil expresó su intención de ser sede de la reunión de ministros de ECPA en el futuro.

Los jefes de estado reiteraron su satisfacción con los acuerdos de Cancún en la 16º Conferencia de las Partes a la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático. Afirmaron su compromiso con la implementación de lo acordado en la reunión de Cancún y con intensificar esfuerzos en preparación a un resultado exitoso en Durban, Sudáfrica.

Reiteraron la importancia de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible (United Nations Conference on Sustainable Development o Rio+20), que se llevará a cabo en Río de Janeiro en el 2012, y se comprometieron a colaborar estrechamente para asegurar su éxito.

Democracia, derechos humanos, igualdad de razas e inclusión social

Los líderes destacaron el compromiso común de promover y proteger los derechos humanos y respaldar la consolidación de la democracia en todo el mundo. Reafirmaron, fieles a la Carta Democrática Interamericana, que la democracia es esencial para el desarrollo político, económico y social. Reiteraron que los valores de libertad, igualdad y justicia social son intrínsecos a la democracia, y que la promoción y protección de los derechos humanos es un requisito básico para la existencia de una sociedad democrática.

Concordaron en que la experiencia de Brasil en el desarrollo de un modelo exitoso para el desarrollo democrático podría ser útil para los países en el proceso de desarrollar sus propias democracias y combatir históricas desigualdades sociales. En ese sentido, el Presidente Obama aplaudió el éxito de Brasil en formular medidas y programas para combatir la pobreza, desigualdad y marginalización. La Presidenta Rousseff recibió con beneplácito la posibilidad de aumentar las actividades de cooperación internacional al duplicar las prácticas óptimas de Brasil para el desarrollo social.

Los presidentes decidieron trabajar estrechamente para mejorar la seguridad alimentaria en el mundo. Destacaron la importancia del Programa Mundial de Seguridad Agrícola y Alimentaria (Global Agriculture and Food Security Program) como mecanismo innovador multilateral para financiar planes de agricultura dirigidos por varios países. La Presidenta Rousseff destacó que Brasil está dispuesto a asumir un papel de liderazgo en asuntos mundiales relacionados con los alimentos, incluida la Organización de Alimentos y Agricultura (Food and Agriculture Organization o FAO).

Los presidentes recibieron con beneplácito los logros del Plan Conjunto de Acción para Eliminar la Discriminación Racial y Étnica y Promover la Igualdad (Joint Action Plan to Eliminate Racial and Ethnic Discrimination and Promote Equality) del 2008, que abarca asuntos relacionados con la justicia y seguridad pública, relaciones laborales, salud, educación y justicia ambiental, con la participación de la sociedad civil y el sector privado para combatir la discriminación.

Destacaron que los dos países no tolerarán las violaciones de los derechos de niños y adolescentes, y que para ambos gobiernos, reconocer el poder de la mujer y expandirlo es una prioridad. Señalaron con satisfacción el progreso con el Memorando de Entendimiento para la Superación de la Mujer (Memorandum of Understanding for the Advancement of Women), y prometieron aumentar la cooperación en asuntos de género tanto bilateral como multilateralmente. En este contexto, destacaron el proyecto "Mujeres y Ciencias" ("Women and Science".)

Acordaron cooperar en la promoción de la democracia, los derechos humanos y la libertad para todos los pueblos de manera bilateral y por medio de las Naciones Unidas y otros foros multilaterales, lo que incluye asegurar el respeto de los derechos humanos en el contexto de movimientos y transiciones democráticas; fortalecer el Consejo de Derechos Humanos de la ONU como se demostró recientemente en el caso de la creación de la Comisión Investigadora sobre Libia (Commission of Inquiry on Libya); promover el respeto por los derechos humanos de los homosexuales, bisexuales y transexuales al designar a un Relator Especial en la OEA, y mejorar las elecciones libres e imparciales a nivel regional y mundial, entre otras maneras, con la promoción de los derechos humanos en el contexto electoral, y aumentar el acceso para personas discapacitadas.

Reiteraron su compromiso con la transparencia y el rendimiento de cuentas en el gobierno como elementos clave para reforzar la democracia, lo que incluye el buen gobierno y la prevención de la corrupción, y la promoción y protección de los derechos humanos; y se comprometieron a iniciar un Diálogo contra la Corrupción entre Estados Unidos y Brasil (Brazil-US Anti-Corruption Dialogue) a fin de facilitar una colaboración más estrecha de esfuerzos internacionales para combatir la corrupción. Recordaron su compromiso con el Plan de Acción contra la Corrupción (Anti-Corruption Action Plan) del G20 y recibieron con beneplácito su función como copresidentes de un programa mundial para promover la apertura del gobierno, en base a los compromisos que el Presidente Obama propuso en la Asamblea General de las Naciones Unidas en septiembre.

Educación, salud y cultura

Los jefes de estado dieron instrucciones para que se inicie un diálogo sobre educación e investigación dentro del mecanismo ministerial apropiado, para examinar programas de cooperación bilateral y proponer un plan de acción dirigido a mejorarlos y expandirlos. Destacaron en particular la importancia de mejores intercambios estudiantiles en ambos sentidos de alumnos dedicados a las ciencias, salud, tecnología, ingeniería, ciencias de la computación y matemáticas, y concordaron sobre la necesidad de aumentar la disponibilidad de becas a nivel de licenciatura y posgrado.

Recomendaron mejorar los vínculos entre instituciones educativas de ambos países y decidieron reforzar alianzas bilaterales, entre otras cosas, por medio de la Fundación Fulbright, el Fondo para Mejoras a la Educación Postsecundaria (Fund for the Improvement of Postsecondary Education) y la Fundación Nacional de las Ciencias (National Science Foundation), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) y Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), además de fomentar mayores aportes por el sector privado en ambos países a fin de promover la cooperación bilateral en materia de educación.

El Presidente Obama señaló con satisfacción el interés de Brasil de implementar un extenso programa de aprendizaje de inglés a la distancia, que abarque desde enseñanza de docentes hasta proyectos dirigidos a capacitar a profesionales y otros proveedores de servicios para la Copa Mundial del 2014 y las Olimpiadas del 2016.

Los jefes de estado reconocieron los resultados positivos de la Tercera Reunión del Grupo de Trabajo sobre Salud (III Meeting of the Working Group on Health). Alabaron un plan de acción de gran alcance que se está formulando con temas de pertinencia para la salud pública en ambos países.

Destacaron la importancia de la cultura como factor para acercar a los países. Decidieron aumentar la cooperación bilateral en el aspecto cultural y examinar programas existentes, con el mecanismo ministerial apropiado, a fin de fomentar el intercambio de colecciones, exposiciones y programas educativos entre instituciones culturales.

Ciencias, tecnología, innovación y cooperación espacial

Los presidentes afirmaron que la innovación e inversión en ciencias y tecnología, y el capital humano relacionado son claves para el crecimiento económico sostenido y la competitividad. Expresaron su respaldo a la labor de la Comisión Conjunta sobre Cooperación Científica y Tecnológica (Joint Commission for Scientific and Technological Cooperation), y alabaron los resultados de las Cumbres de Innovación (Innovation Summits). Alentaron mayor comunicación entre estos programas.

La Presidenta Rousseff recibió con beneplácito el énfasis que la Política Espacial Nacional de Estados Unidos ha puesto en la cooperación internacional, y expresó su deseo de ampliar el diálogo con Estados Unidos, teniendo en cuenta las directivas de la política espacial de Brasil, dirigidas a desarrollar capacidad tecnológica y uso comercial de infraestructura y tecnología.

En este contexto, recibieron con beneplácito la firma de un nuevo Acuerdo Marco Bilateral sobre la Cooperación con Respecto a Usos Pacíficos del Espacio Exterior (Bilateral Framework Agreement on Cooperation in the Peaceful Uses of Outer Space) y expresaron su deseo de comenzar a negociar un nuevo acuerdo para proteger tecnología de operaciones de lanzamiento.

Además, expresaron el compromiso de sus países con la seguridad espacial y decidieron iniciar un diálogo al respecto. También dieron instrucciones a las debidas agencias de los dos países para que hablen sobre constituir un Grupo de Trabajo de Brasil y Estados Unidos (Brazil-United States Working Group) sobre observaciones de la Tierra, vigilancia ambiental, medición de precipitación y mitigación y respuesta a catástrofes naturales con satélites, lo que facilitaría el diálogo y la cooperación futuras en esos campos.

Defensa, desarme, no proliferación y usos pacíficos de energía nuclear

Los presidentes recordaron los logros alcanzados en asuntos de defensa en el 2010, con la firma del Acuerdo Marco para la Cooperación en Defensa (Defense Cooperation Framework Agreement) y, más recientemente, el Acuerdo sobre Seguridad General de Información Militar (General Security of Military Information Agreement o GSOMIA). Se comprometieron a hacer esfuerzos por hacerle seguimiento al diálogo entablado sobre este tema, principalmente sobre nuevas oportunidades de cooperación.

Reconocieron la importancia de mejores esfuerzos regionales de socorro tras catástrofes y de coordinación de manejo de situaciones de crisis, y mencionaron la propuesta presentada ante la IX Conferencia de Ministros de Defensa de las Américas (IX Conference of Defense Ministers of the Americas) para el apoyo militar coordinado de respuesta civil a catástrofes en el continente americano.

Reafirmaron el compromiso de ambos países con el desarme, la no proliferación nuclear y el uso pacífico de la energía nuclear, con miras a lograr la paz y seguridad en un mundo sin armas nucleares. Al respecto, los presidentes recibieron con beneplácito la oportunidad de continuar los éxitos de la reciente Cumbre sobre Seguridad Nuclear, la VII Conferencia de Análisis del Tratado de No Proliferación (VII Non-Proliferation Treaty Review Conference) y la ratificación del Nuevo Tratado START entre Estados Unidos y Rusia. También decidieron que hay necesidad de poner en vigor el Tratado de Prohibición Completa de Pruebas Nucleares (Comprehensive Test Ban Treaty), iniciar negociaciones de un Tratado sobre Materiales Fisionables (Fissile Material Treaty) y lograr una exitosa Conferencia de Análisis sobre la Convención de Armas Biológicas (Biological Weapons Convention Review Conference) en diciembre del 2011, y destacaron la importancia del acatamiento y plena implementación de todas las obligaciones internacionales relacionadas con el desarme y la no proliferación, incluidas las resoluciones pertinentes del Consejo de Seguridad de la ONU y las resoluciones del Organismo Internacional de Energía Atómica (OIEA) que exigen que los países demuestren el carácter exclusivamente pacífico de sus programas nucleares.

Señalaron con satisfacción que el Plan de Acción sobre Cooperación Energética (Plan of Action on Energy Cooperation) incluye energía nuclear, y se centra en los siguientes aspectos: evaluación de la probabilidad de riesgo, sostenibilidad de duración de reactores, desarrollo de recursos humanos, otorgamiento de licencias, manejo de accidentes graves, respuesta a situaciones de emergencia, prevención y eficiencia de la combustión.

Los líderes acordaron mejorar el diálogo y la cooperación bilateral y multilateral en materia de seguridad nuclear y usos pacíficos de energía nuclear. En este contexto, decidieron iniciar conversaciones sobre la participación de Brasil en la "Alianza para la Seguridad Nuclear" ("Partnership for Nuclear Security" o PNS), que podría aportar el respaldo de expertos de ambos países en actividades relacionadas con la investigación y el desarrollo, y capacitación y educación sobre la protección física de instalaciones y seguridad nuclear, y además mencionaron el interés de Brasil en sumarse a Estados Unidos para respaldar el "Programa de Usos Pacíficos" ("Peaceful Uses Initiative" o PUI) del OIEA, una campaña iniciada el año pasado para promover las aplicaciones nucleares en países en desarrollo  para salud humana, seguridad alimentaria, manejo de agua e infraestructura. Los líderes también propusieron explorar la cooperación en un centro regional de excelencia que sirva de foro para intercambiar información, prácticas óptimas y capacitación en sociedad con organizaciones multilaterales pertinentes, y señalaron la intención de los dos gobiernos de procurar un Memorando de Entendimiento sobre el Programa de Megapuertos a fin de impedir el tráfico ilícito de materiales nucleares y otros de tipo radioactivo.

Comunidades en el extranjero

Los presidentes mencionaron con satisfacción los vínculos cada vez más estrechos entre los pobladores de ambos países y dieron instrucciones para que el Diálogo Consular Bilateral (Bilateral Consular Dialogue) considere medidas para facilitar los viajes de negocios, educativos y turísticos.

Acordaron intensificar el diálogo sobre la implementación, tanto en Brasil como en Estados Unidos, de la Convención de La Haya de 1980 sobre los Aspectos Civiles del Secuestro Internacional de Niños.

Cooperación en terceros países

Los presidentes destacaron la importante función de cooperación trilateral con los países menos desarrollados en los aspectos prioritarios y compartidos relacionados con la cooperación mundial entre las mayores democracias del continente americano.

Expresaron su satisfacción con los proyectos que se han desempeñado en el marco del Memorando de Entendimiento sobre la Implementación de Actividades de Cooperación Técnica en Terceros Países (Memorandum of Understanding on the Implementation of Technical Cooperation Activities in Third Countries), particularmente en Haití, en otros países de América Latina y en el Caribe, como también en África.

También recibieron con beneplácito una alianza más extensa entre Brasil y Estados Unidos para aumentar el desarrollo de investigación y capacidad de reglamentación en África Oriental y Occidental, a fin de fomentar la innovación, apoyar la reglamentación transparente y basada en las ciencias, y facilitar vías claras para la biotecnología agrícola, y a la vez, proteger al público y medio ambiente.

Expresaron el interés de ambos países en intensificar su diálogo para promover el Programa de Trabajo Decente (Decent Work Agenda), con miras a desarrollar proyectos en cooperación con la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y compartir prácticas óptimas brasileñas para combatir el trabajo de menores, especialmente en África. Recibieron con beneplácito el progreso en la negociación de un proyecto conjunto para cooperación técnica entre Brasil, Estados Unidos, Haití y la OIT, a fin de impedir el trabajo de menores y generar ingresos para trabajadores vulnerables en el país caribeño.

Haití

Los jefes de estado destacaron la importancia de tener una segunda ronda electoral en Haití, de acuerdo con el clamor popular expresado en los recintos electorales y el cronograma de elecciones que dio a conocer la Junta Electoral Provisional. En este contexto, reconocieron el importante apoyo de la Misión de Observadores Electorales de la OEA y la Comunidad Caribeña y (CARICOM) de la OEA. Reiteraron su compromiso con mantener la estabilidad, afianzar las instituciones democráticas y lograr desarrollo duradero para Haití. Destacaron la importancia de cumplir oportunamente con las promesas hechas por la comunidad internacional de apoyar la reconstrucción de Haití, y la función desempeñada por el Comité Interino para la Reconstrucción (Interim Haiti Reconstruction Committee o IHRC) y la Misión de Estabilización de las Naciones Unidas en Haití (United Nations Stabilization Mission in Haiti o MINUSTAH).

Reafirmaron el compromiso de ambos países con una estrategia que relacione la labor de estabilización desempeñada por MINUSTAH con el respaldo de la solidez política e institucional de Haití, y el desarrollo social y económico.

OEA, Cumbre de las Américas, MERCOSUR y UNASUR

Los presidentes reiteraron el compromiso de ambos países con la OEA y recibieron con beneplácito los esfuerzos que se han hecho para hacerla más transparente y eficiente, capaz de hacerles frente a los desafíos del siglo XXI, y así poder satisfacer las expectativas de sus países miembros. Destacaron la importancia de la Cumbre de las Américas como entidad regional de coordinación al más alto nivel. Pusieron énfasis en la necesidad de promover mejor la coordinación entre la Cumbre de las Américas, la OEA y otras entidades del sistema interamericano, con el propósito de lograr mayor cohesión en los esfuerzos regionales y de aumentar las actividades coordinadas entre las instituciones del continente.

Los líderes reconocieron las valiosas contribuciones a la democracia, paz, cooperación, seguridad y desarrollo hechas por los esfuerzos y acuerdos regionales y subregionales de integración, incluida la Unión de Naciones Sudamericanas (UNASUR) y el Mercado del Cono Sur (MERCOSUR), y mencionaron el valor del diálogo entre UNASUR y Estados Unidos.

UNA VISIÓN COMÚN DEL FUTURO

La Presidenta Rousseff y el Presidente Obama expresaron su satisfacción con el estatus de la relación entre Brasil y Estados Unidos como socios mundiales, plenamente comprometidos con establecer un orden mundial que sea más democrático, justo y sostenible. En este contexto, la Presidenta de Brasil aceptó una invitación para visitar Estados Unidos durante el segundo trimestre del 2011.

(termina el texto)

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sexta-feira, 18 de março de 2011

MAB-Usina Hidrelétrica de Jirau

Nota do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) sobre a revolta dos operários na Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia
Nesta semana acompanhamos a revolta dos operários na Usina Hidrelétrica de Jirau contra as empresas que controlam a barragem. Existem informações de que os mais de 15 mil operários da obra estão em situação de superexploração, com salários extremamente baixos, longas jornadas e péssimas condições de trabalho, que existe epidemia de doenças dentro da usina e não existe atendimento adequado de saúde, que o transporte dos operários é de péssima qualidade, sofrem com a falta de segurança e que mais de 4.500 operários estão ameaçados de demissão. Esta é a realidade da vida dos operários.
Esta situação tem como principal responsável os donos da usina de Jirau, o Consórcio formado pela transnacional francesa Suez, pela Camargo Corrêa e pela Eletrosul. As revoltas dos operários dentro das usinas tem sido cada vez mais frequentes e isso é fruto da brutal exploração que estas empresas transnacionais impõem sobre seus trabalhadores.
Há pouco tempo houve revolta na usina de Foz do Chapecó, também de propriedade da Camargo Corrêa, em 2010 houve a revolta dos operários da usina de Santo Antonio e agora temos acompanhado a revolta dos operários da usina de Jirau.
As empresas construtoras de Jirau são as mesmas que foram denunciadas em recente relatório de violação de Direitos Humanos, aprovado pelo Governo Federal, que constatou que existe um padrão de violação dos direitos humanos em barragens e de criminalização, sendo que 16 direitos têm sido sistematicamente violados na construção de barragens. Os atingidos por barragens e os operários tem sido as principais vítimas.
A empresa Suez, principal acionista de Jirau, é dona da Barragem de Cana Brava, em Goiás, e Camargo Corrêa é dona da usina de Foz do Chapecó, em Santa Catarina. Essas duas hidrelétricas também foram investigadas pela Comissão Especial de Direitos Humanos em que foi comprovada a violação. Estas empresas tem uma das piores práticas de tratamento com os atingidos e com seus operários.
Em junho de 2010, o MAB já havia alertado a sociedade que em Jirau havia indícios e denúncias, que circularam na imprensa local, de que as empresas donas da Usina de Jirau haviam contratado ex-coronéis do exército para fazer uma espécie de trabalho para os donos da usina de Jirau e não seria surpresa se estes indivíduos contratados pelas empresas promovessem ataques ou sabotagens contra os operários e atingidos, para jogar uns contra os outros e/ou criminalizar nossas organizações e sindicatos.
A revolta dos operários é reflexo desse autoritarismo e da ganância pela acumulação de riqueza através da exploração da natureza e dos trabalhadores. Prova desse autoritarismo e intransigência é que estas empresas se negam a dialogar com os atingidos pela usina e centenas de famílias terão seus direitos negados. As consequências vão muito além disso, pois nesta região se instalou os maiores índices de prostituição e violência.
Em 2011, O MAB completa 20 anos de luta e os atingidos comemoram a resistência nacional, mas também denunciam que estas empresas não tem compromisso com a população atingida e nem com seus operários. Recebem altas taxas de lucro que levam para seus países e o povo da região fica com os problemas sociais e ambientais.
O MAB vem a público exigir o fim da violação dos direitos humanos em barragens e esperamos que as reivindicações por melhores condições de trabalho e vida dos operários sejam atendidas.

Água e energia não são mercadorias!

Coordenação Nacional
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

sábado, 5 de setembro de 2009

Repetição e diferença na história.

Repetição e diferença na história.

A história é conseqüência de um ato ou fato, portanto a filosofia com seus pensadores e pensamentos passa por diversas épocas, trazendo de cada período seus ensinamentos, suas experiências, sua vivência.
A história se repete, o que muda são os personagens, os locais, as teorias, nesse caso ela faz a diferença. Ela é temporal, espacial, na medida em que o ser humano vai evoluindo novas tecnologias e conceitos vão surgindo, o comportamento do homem e da natureza modifica-se, ocorrendo à diferença.
A história é repetitiva, senão vejamos, os políticos de hoje são diferentes do de ontem? Não, somente são mais aprimorados, detém mais tecnologia e conhecimentos, mas Maquiavel continua atual. Os doutores de leis atuais seriam diferentes dos fariseus?Os saduceus ou os burgueses seriam diferentes dos industriais e comerciantes de hoje? E assim por diante, encontramos em todos os setores da sociedade semelhanças com o passado, então, a historia se repete, mas de forma temporal diferente, e se assim não o fosse porque estudá-la?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amarás o teu próximo como a ti mesmo

Amarás o teu próximo como a ti mesmo
Esse preceito ético é de uma essência fantástica, pois, todos os outros com relação ao amor e ao próximo são oriundos desse.
O mandamento do amor nesse caso parece um paradoxo, pois, como poderemos amar por dever? Mas a resposta está ao raciocinarmos que amar quem nos ama ou nos faz o bem é fácil, o difícil é amar a quem não nos ama ou nos faz o mal.
O segredo está em identificar quem é o próximo, esse é um conceito espacial, pode estar desde a família até a Gaia, passando por todos os estágios da natureza.
Esse é um conceito universal, e como tal, faz parte do imperativo categórico de Kant, como também de Morin, quando esse diz que a fé ética é o amor. Portanto se existe outro conceito ético que tenha passado por tantos pensadores, mais perfeito ou abrangente que esse, que se apresente.